• Orlando Coutinho

Emídio Guerreiro


Nasceu em Guimarães há 120 anos, perecendo – fisicamente, já que o seu legado imaterial permanece bem vivo entre muitos – 105 anos após.

A vida foi dedicada a valores e princípios, o mais importante, a Liberdade.

Esteve, por isso, exilado do país durante a ditadura do Estado Novo, mais de quarenta anos; primeiro em Espanha onde, na Guerra Civil, esteve ao lado das forças republicanas. Depois, em França, passando à clandestinidade, após a invasão nazi, juntando-se à Resistência.

Era uma figura peculiar, um resistente antifascista, um amante profundo da Liberdade.

Depois do 25 de Abril teve participação política no PPD/PSD e no PRD, aproximando-se, no fim de vida, ao PS.

Tive oportunidade de o conhecer e de privar – embora pouco – com ele. E das mais impressionantes passagens que presenciei, foi num jantar comemorativo do 5 de Outubro em Guimarães. Talvez em 2002 se a memória não me falha. Fui como líder parlamentar do CDS na Assembleia Municipal com o Presidente da Concelhia do Partido, Dr. Pedro Carvalho. Perguntou-lhe este <<Foram tantas as peripécias que viveu, as guerras que enfrentou, os sonhos que perseguiu: é um homem de fé?>> Emídio Guerreiro respondeu <<Apesar das desventuras que enfrentei, continuo a ter muita fé nos Homens>>.

A figura ímpar da cultura e da vida democrática portuguesa, vai ser recordada (devia ser inclusive perpetuada) em Guimarães, já hoje na Associação Artística Vimaranense pelas 21:30h

Bem Vistas as Coisas, fazem falta – nos tempos que correm – Homens desta envergadura.

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Criado por Orlando Coutinho @ 2015.  

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