• Orlando Coutinho

Democracia e Representação

Atualizado: 20 de Jul de 2019


Alguns dos meus leitores, mormente amigos – como é certo – sabem que sou membro associado do Observatório Político. O Observatório Político, como todos poderão aferir através da visita à sua página na Net, constitui-se como uma instituição de investigação científica em estudos políticos, que ganhou autonomia como um centro de investigação independente de excelência, depois de criada em 2009 pelo Conselho Científico da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua atividade estende-se à pesquisa sobre as dinâmicas das estruturas e processos políticos, da constituição das elites políticas, das alterações das estruturas político-sociais, assim como as articulações entre o poder político e a sociedade civil. Trata-se, portanto, de um organismo independente de estruturas político-partidárias, do poder político e dos órgãos de soberania. Na sua condição de entidade de cariz científico no âmbito político, o Observatório, tem-se empenhado no desenvolvimento sustentado de uma plataforma de estudo, análise e investigação dedicada à política, apostando na cooperação alargada com a sociedade e a comunicação social, para além dos serviços de ciência e tecnologia. O meu empenho nesta instituição, resulta – sobretudo – de um gosto académico e pessoal que advém, antes de mais, da minha formação inicial (Licenciatura em Ciências Sociais – variante em Ciência Política e Administrativa) e da que estou a levar a cabo, (Mestrado em Filosofia Política) muito embora, as minhas áreas de interesse vão além das referidas, tendo-me empenhado em formações avançadas noutras temáticas. Tudo para vos dizer que vou fazendo algumas reflexões escritas e que, quando de densidade que me pareça ser de disponibilizar, publico através da modalidade de “Working Paper” no Observatório Político.


Foi o que aconteceu agora em dezembro com o tema que está em epígrafe. Na realidade o título completo é “Representação Política e Democracia: uma análise do panorama político contemporâneo a partir de Hanna Pitkin.” Tive oportunidade de dedicar-me um pouco mais a esta temática no âmbito do Mestrado e na cadeira de Teorias da Democracia, excelentemente ministrada pelo Professor Doutor Pedro Martins. A leitura da obra The Concept of Representation de Hanna Pitkin e as conclusões que cheguei à época – boa parte delas vertidas neste Working Paper – somadas a acontecimentos mais recentes, como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, merecem um revisitar deste tema. Este Working Paper, visa, pois, construir um argumento que possibilite, através de uma interpretação reflexiva da já citada obra The Concept of Representation de Hanna Pitkin, uma “justificação” que abra vários ângulos de debate para alguns dos mais recentes episódios históricos e que vinque a necessidade de continuar a discutir os desafios que se colocam hoje à democracia, apontando umas quantas interrogações prospetivas sobre os debates em curso e os que se avizinham. Para quem goste de uma análise mais académica, destes temas, fica a oportunidade de conhecerem algumas das conclusões a que cheguei. Para tal baste que visitem o Paper em: http://www.observatoriopolitico.pt/wp-content/uploads/2016/12/WP_66_OC.pdf

Bem Vistas as coisas, a Democracia está a passar pelos seus “testes de stress”; e nada melhor, para defendê-la, que começar a analisar: quem, como e de que forma nos representam.


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Criado por Orlando Coutinho @ 2015.  

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