• Orlando Coutinho

Pela Democracia

Atualizado: 19 de Jul de 2019


O Brasil está a viver um momento decisivo na sua história.

Tem entre escolhas no segundo turno das presidenciais dois candidatos.

Bolsonaro, que em todas as suas declarações aponta para um calamitoso Estado fascista (vide aqui)

Haddad, um social-democrata, procura soluções para um país mergulhado numa crise institucional que afeta a política, a segurança, a economia e a justiça.

Sejamos claros: não sou “petista”, nem ignoro que o partido de Lula, com a sua complacência, mergulhou o Brasil na corrupção profunda.

É certo que Lula, esteve no melhor e no pior dos últimos anos do Brasil. E que a sua máquina o ajudou nas duas façanhas. Prevaleceu, contudo, a democracia. Lula está preso, Dilma foi destituída e nem sequer se elegeu deputada nas últimas eleições.

Haddad não é um homem perfeito. Foi-o só quando presidiu a São Paulo. Mas é um homem de família, um académico que – quando chamado à política – governou bem. Ele está no melhor que teve os mandatos de Lula: a educação. A institucionalização de Universidades para que os brasileiros pudessem agarrar o futuro com as suas mãos através de um pensamento crítico capaz. Mas o trabalho está longe de estar concluído.

Pesa, a este último candidato, o lastro do “Lava Jato” no partido que o apoia, que foi o maior escândalo de corrupção sabido na história recente do Brasil.

Ao primeiro, pesa – além do populismo – o facto de não negar que quer instituir uma ditadura militar sonegando direitos trabalhistas, a mulheres, minorias e até o desmatamento da Amazónia.


O primeiro é um ditador. O segundo, com defeitos, é democrata. E, quando assim é, não há dúvidas, por mais sacrifícios que possamos ter ao optar pelo segundo. Que o segundo seja o primeiro na contagem dos votos é o que desejo em nome da democracia brasileira e portuguesa, porque já sabemos o efeito contágio que estas coisas têm.

Bem Vistas as Coisas, o Brasil só se cumprirá se afastar o cálice do fascismo que tem nos lábios.


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Criado por Orlando Coutinho @ 2015.  

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