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  • Foto do escritorOrlando Coutinho

O Processo


Este artigo, de minha autoria, foi originalmente publicado no Jornal de Guimarães a 24 de Novembro de 2023.

«À Justiça o que é da Justiça e à Política o que é da Política». Foi assim que António Costa descartou Sócrates, ex-Primeiro Ministro com maioria absoluta de quem foi número dois, aquando das “vias-sacras” a Évora, de um PS incapaz de se olhar ao espelho para perceber que não se regenera – como se antevia com António José Seguro – mantendo o pessoal político problemático de sempre.

Em trejeitos camonianos, tampando não só um, mas os dois olhos, mudaram-se os tempos e as vontades. De um inquérito do Ministério Público (pelo que já sabemos, inteiramente justificado), querem os socialistas – engalanados em figuras de Estado – torna-lo Kafkiano, pressionando a justiça como fizeram com “Casa Pia”.

Costa, investido de Primeiro-Ministro, deu o mote ao solicitar ao Presidente da República que a Procuradora Geral – que os dois escolheram sacrificando Joana Marques Vidal – desse explicações ao Chefe de Estado, que ficaria com a “batata quente”, refugiando-se numa demissão para se escusar a prestar contas institucionais e ao povo. Mais uma vez, Marcelo prestou-se à “gafe”.

Depois da óbvia demissão, dá – a partir de S. Bento – uma sofrível aula de Administração Pública como que a justificar o “modus operandi” da trama, i.e., o que exatamente se investiga pelo Ministério Público por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Uma ingerência no processo.

Por fim, achincalha a Justiça dizendo só saber do processo pela Comunicação Social quando o próprio pode requerer a sua imediata audição ao Supremo Tribunal de Justiça também para acelerar a investigação.

O Presidente da Assembleia e o Ministro das Finanças “acotovelaram-se” para lhe seguirem o péssimo exemplo do que deveria ser, mas não foi, a separação de poderes mostrando que não há ninguém acima da lei.

Não será, para esta gente, suficiente encontrar 75.000€ vivos na residência oficial do Primeiro-ministro à guarda do seu Chefe de Gabinete escondidos em livros e caixas de vinho?

Não será suficiente a entrega da exploração de lítio a uma empresa, criada dias antes da concessão, com sede numa Junta de Freguesia governada pelo PS?

Não será suficiente alterar a legislação à pressa em “simplexs” para suprimir os freios constitucionais que estão lá para garantir a salubridade e Direito a um ambiente de qualidade aos cidadãos para trocar, pela venda ao desbarato do país sem ficar cá, para nós portugueses, o resultado dessa inacautelada exploração?  

As perguntas são de retórica. Para os socialistas responde-se com um NÃO! Os “Donos Disto Tudo”, que têm medo do povo, acham normal “pôr Centeno e tirar Centeno à hora que quiserem” desprezando por completo a democracia. Para o PS, o que contam são os amigos, ora Carlos Santos Silva, ora Lacerda Machado e veremos o próximo…

Para já, vão escolher entre um “bipolar” que ora não quer pagar a dívida soberana aos “banqueiros alemães”, como decide pagar 500.000€ de indemnização por Whatsapp na TAP que - o diabo não seja tendeiro! – ainda voltaria a ser “nossa”! Apoiado na contenda pelo “saudoso” Cabrita e pelo ainda Ministro da Educação, qual Dantas... Como “challenger”, terá o “democrata moderado” que ligou para a RTP a pedir explicações por ter publicado um cartoon que glosava sobre excessos policiais em França! Sim, não é engano… Tem na “torcida” Medina, Santos Silva e o “nosso” conhecido Joaquim Barreto.

Apesar do dramatismo – porque confio na democracia, por conseguinte no povo – ainda consigo gargalhar.

Que interesse tem este “terramoto político” para Guimarães? Todo! As réplicas – sem precisar de dotes adivinhatórios – sentir-se-ão nas escolhas dos próximos deputados da terra, acrescendo, muito provavelmente, nas candidaturas autárquicas. Veremos… 

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